Qual é a religião mais perseguida do mundo?

Qual é a religião mais perseguida do mundo?

Eis uma pergunta: de todas as religiões do mundo, qual é a mais perigosa para se professar?

É uma pergunta pertinente a ser feita durante a semana em que os Estados Unidos da América foram pioneiros no “Brexit” original ao declarar independência do rei George III em 4 de julho de 1776.

Uma das principais razões para a fundação das 13 colônias que se tornaram os Estados Unidos originais foi a liberdade religiosa. As minorias religiosas na Grã-Bretanha, algumas levadas a buscar refúgio na Europa, migraram para o que era então o “Novo Mundo”, em parte porque acreditavam que poderiam viver de acordo com sua consciência sem serem atacadas. Não foi a única razão — a oportunidade de construir uma nova sociedade e encontrar fortuna do outro lado do oceano também foi um forte atrativo —, mas foi uma razão importante, até mesmo fundamental.

Então, voltando aos dias de hoje — quais são os membros de quais religiões os mais perseguidos, os que correm maior perigo em todo o mundo?

Você pode acreditar que os judeus enfrentam hoje muita perseguição. E, sim, os ataques antissemitas estão aumentando na Europa — em particular na França e no Reino Unido, bem como em partes da antiga União Soviética e até mesmo nos Estados Unidos.

Outro grupo religioso que talvez venha à mente é o da comunidade muçulmana global. Existem conflitos entre muçulmanos e seus vizinhos em muitas partes do mundo hoje, e alguns deles realmente desencadeiam perseguições. Em Mianmar, nação anteriormente conhecida como Birmânia, os muçulmanos rohingya estão sendo expulsos do país, quando não mortos diretamente, por budistas que simplesmente não gostam da ideia de uma sociedade multicultural. Refugiados rohingya estão encontrando refúgio em Bangladesh e em outros países vizinhos.

Mas, por mais difíceis que as coisas possam ser para muçulmanos e judeus, e até mesmo para os membros da fé Falun Gong na China, há outro grupo religioso que lidera a lista em número de países onde é provável que enfrentem perseguição ou assédio, seja por parte de governos ou de grupos sociais. Em todo o mundo, em 2016 — o último ano analisado —, os cristãos estavam sob ameaça em 144 países, de acordo com o Pew Research Center, em Washington, D.C.

Embora os muçulmanos estivessem logo atrás, enfrentando assédio em 142 nações, os cristãos lideraram a lista, como têm feito nos nove anos anteriores. De acordo com o relatório do Pew, uma região específica do mundo foi responsável pelo maior número de restrições e perseguições: “Entre os 25 países mais populosos do mundo, Egito, Rússia, Índia, Indonésia e Turquia apresentaram os níveis gerais mais elevados de restrições religiosas”, indicou o grupo. “A China apresentou os níveis mais elevados de restrições governamentais à religião, enquanto a Índia registrou os níveis mais elevados de hostilidades sociais envolvendo religião.”

A questão da liberdade religiosa— o direito de acreditar de acordo com os ditames da própria consciência, o direito de compartilhar essas crenças com os outros e o direito de mudar o próprio sistema de crenças — tem sido o alicerce da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Hoje, muitas nações que aprovaram a DUDH em 1948 estão se afastando de seus preceitos.

Uma coisa pela qual os americanos podem ser gratos é a capacidade contínua das pessoas neste país de adorar como quiserem ou de não adorar de forma alguma. Embora essas liberdades, de acordo com a profecia bíblica, sejam removidas perto do fim dos tempos, podemos ser gratos pelas liberdades que temos hoje. Também podemos estar vigilantes para identificar os sinais da opressão que se aproxima, compartilhando nossa fé com os outros enquanto ainda podemos.

Mas o que é liberdade religiosa? O que a liberdade realmente significa? Em sua mensagem “Freedom & Liberty”, o pastor Doug oferece insights profundos e compartilha o que a Bíblia diz que vai acontecer em um futuro não muito distante. Clique aqui para assistir!

—Escrito por Mark A. Kellner

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