Muitos americanos acreditam que a salvação pode ser conquistada — mas será que isso é possível?
“Como faço para chegar ao céu?”
Essa pergunta surge para quase todos nós em algum momento da vida. Eventualmente, cada um de nós tem que enfrentar a realidade da morte — em nossas famílias, entre amigos — e a questão do que acontece depois. Mesmo aqueles que acreditam que não há nada após esta existência terrena já decidiram tacitamente o que acontece após a vida de uma pessoa.
Uma nova pesquisa, no entanto, revela algumas diferenças surpreendentes na forma como os americanos — mesmo aqueles que dizem ser membros de igrejas cristãs — encaram essa questão tão importante. Cerca de 48% dos americanos acreditam que é possível conquistar a própria salvação — sim, isso apesar da declaração de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).
A pesquisa recém-divulgada pela Arizona Christian University afirma que apenas 35% dos adultos americanos “continuam a abraçar a visão bíblica tradicional de que a salvação vem por meio do sacrifício de Jesus Cristo”. A pesquisa também revelou “que uma enorme proporção de pessoas que frequentam igrejas cuja doutrina oficial afirma que a salvação eterna vem somente de abraçar Jesus Cristo como salvador, mesmo assim, acredita que uma pessoa pode se qualificar” para a vida eterna por meio de suas boas obras.
De acordo com o relatório, “isso inclui quase metade de todos os adultos associados a igrejas pentecostais (46%), protestantes tradicionais (44%) e evangélicas (41%). Uma parcela muito maior de católicos (70%) abraça esse ponto de vista.”
Sobre essa descoberta, o presidente da ACU, Len Munsil, disse: “Essa falta de compreensão da teologia cristã básica é impressionante, com consequências potencialmente devastadoras para as almas individuais e, na verdade, para todos os aspectos da vida e da cultura americanas.”
Então, o que deve ser feito? “É um alerta para a igreja e para os líderes em todas as áreas de influência, para que falem, ensinem e trabalhem para restaurar a verdade bíblica”, disse Munsil, segundo o artigo. “Muitas almas se perderão se as pessoas forem enganadas pela falsa noção de que podemos conquistar nosso caminho para o céu, em vez de reconhecer a verdade de que somente Cristo e Sua justiça são a base para nossa salvação.”
Um grande debate
A questão da vida eterna — como obtê-la e como mantê-la — tem sido um grande debate literalmente desde a criação do mundo. Nossos primeiros pais foram criados para viver para sempre, mas o pecado entrou em cena e eles foram condenados à morte: como Deus disse a Adão: “Pois és pó e ao pó retornarás” (Gênesis 3:19).
Desde então, a humanidade tem tentado conquistar seu caminho até Deus. Tentaram construir “uma torre cujo topo chegasse aos céus” (11:4), mais conhecida como a Torre de Babel. Mesmo aqueles que afirmavam seguir a Deus, os filhos de Israel, apressaram-se em imitar seus vizinhos incrédulos, colocando “seus filhos e suas filhas no fogo” (Jeremias 7:31) para apaziguar seus falsos ídolos.
Na época do ministério de Jesus na terra, a reverência a Deus e à Sua lei estava incrustada em 613 regras específicas relativas à alimentação, à punição dos infratores e à forma como Deus deveria ser adorado. Em vez de servir a Deus por amor, muitos foram reduzidos a uma obediência mecânica que deixava pouco espaço para a vida alegre e abundante que o Senhor desejava para todos os Seus filhos (João 10:10).
Mesmo após a crucificação, morte e ressurreição de Jesus — o momento exato em que nossa salvação foi alcançada — alguns insistiram em obedecer a requisitos cerimoniais, rituais que nunca tiveram a intenção de ser um meio de ganhar a vida eterna e que deveriam apenas apontar para Aquele que daria a vida eterna.
Como o apóstolo Paulo escreveu à igreja primitiva na Galácia: “o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (Gálatas 2:16).
No entanto, surgiram sistemas de adoração, inclusive levando o nome de Cristo, que hoje insistem na estrita observância de uma série de rituais para que se seja salvo. Essas atitudes se refletem claramente nos resultados da pesquisa.
A Maravilhosa Boa Nova de Deus
A grande notícia para qualquer pessoa é que Deus, por meio de Jesus, oferece libertação da observância mecânica e ritualística. Não há um número prescrito de orações que devam ser feitas ou ações a serem realizadas para ganhar a vida eterna.
A resposta inspirada de Paulo ao carcereiro de Filipos ainda é válida hoje. O carcereiro, vendo Paulo e Silas sobrenaturalmente libertados de suas correntes, perguntou: “Senhores, o que devo fazer para ser salvo?” (Atos 16:30).
A resposta deles foi simples: “Crie no Senhor Jesus Cristo” (v. 31).
A fé, no entanto, não anula a lei de Deus, conforme resumida nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:1–17). O crente salvo não tem licença para cometer homicídio ou adultério, nem permissão para roubar ou mentir, nem direito de cobiçar o que não lhe pertence.
A fé não anula a lei de Deus.
Na verdade, a pessoa que confia no sacrifício de Jesus para sua salvação está ainda mais ansiosa por fazer o que Deus ordena. “Pecaremos, por estarmos sob a graça e não sob a lei? De modo algum!”, afirmou Paulo (Romanos 6:15). Cristo salva o crente do seu pecado, não em seu pecado.
“Temos que cumprir a lei da Bíblia?” Essa é uma pergunta respondida no site redesenhado Most Important Questions. Embora este artigo tenha sido escrito para um público de jovens adultos, leitores de todas as idades podem se beneficiar das ideias publicadas lá.
E nossa lição gratuita de estudo bíblico online“Escrito na Pedra!” conta tudo sobre os Dez Mandamentos e por que eles ainda são importantes hoje!
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