Do Cordeiro ao Dragão: A Liberdade Religiosa nos Estados Unidos
“Não há esperança para nenhum de nós, a não ser na fé em Jesus Cristo.”
Em menos de 24 horas, esse tuíte foi visto por mais de 1,5 milhão de usuários do X (antigo Twitter) — depois de ter desencadeado um debate acalorado sobre liberdade religiosa.
Depois que Lizzie Marbach, diretora de comunicação de uma organização pró-vida em Ohio, postou seu comentário em sua conta pessoal no X, um congressista que representa seu estado reagiu: “Deus diz que o povo judeu é o povo escolhido, mas mesmo assim você diz que não temos esperança. … Este é um dos tweets mais intolerantes que já vi. Apague-o, Lizzie. A liberdade religiosa nos Estados Unidos se aplica a todas as religiões. Você foi longe demais.”
Ela teria ido longe demais?
Liberdade de expressão
Surpreendentemente, uma congressista desprezada por muitos conservadores saiu em defesa de Lizzie. “Não! Declarar as crenças ou princípios fundamentais de sua fé não é intolerante, como fez Lizzie”, tuitou a deputada Ilhan Omar. “[Isso] é liberdade religiosa e ninguém deveria ser repreendido por isso. Também é errado” — na verdade, é contraditório — “falar sobre liberdade religiosa enquanto, ao mesmo tempo, se persegue pessoas que expressam livremente suas crenças.”
Minutos depois, um dos quase três milhões de seguidores de Omar rebateu, sugerindo que o comentário de Lizzie poderia ter ultrapassado os limites ao afirmar que a salvação é restrita aos cristãos. Omar respondeu: “Essa é a crença real dela; você pode discordar, mas não é intolerância ela dizer quais são suas crenças.”
Em outras palavras, os americanos são livres para expressar aquilo em que acreditam — mesmo que isso incomode algumas pessoas.
Tal discurso é protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que estabelece: “O Congresso não fará nenhuma lei que respeite o estabelecimento de uma religião, ou que proíba o livre exercício da mesma; ou que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa; ou o direito do povo de se reunir pacificamente e de apresentar petições ao Governo para a reparação de injustiças.”
Não existe religião que não se expresse.
Se Charlene Carter, comissária de bordo da Southwest Airlines, tivesse expressado suas opiniões pró-vida usando o tempo ou os recursos da empresa, a companhia aérea teria agido corretamente ao demiti-la em 2017. Mas ela havia expressado suas crenças em seu tempo livre e nas redes sociais. Assim, em 7 de agosto de 2023, um Tribunal Distrital dos EUA decidiu a seu favor, afirmando que seus direitos da Primeira Emenda haviam sido violados.
Discurso Coagido
Embora a Primeira Emenda proteja nossa liberdade de expressar aquilo em que acreditamos, ela também nos protege de sermos obrigados a expressar aquilo em que não acreditamos. Isso significa que é inconstitucional o governo forçar as pessoas a dizer ou fazer coisas que contradigam seus valores sinceramente defendidos.
No entanto, nem todos concordam. De acordo com a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), “a liberdade religiosa nos Estados Unidos significa que todos temos direito às nossas crenças religiosas”, mas esse direito pode ser anulado para proteger as pessoas da chamada “discriminação”. Assim, embora alegue “defender a liberdade religiosa”, a ACLU recorre a ações judiciais para “garantir que ninguém seja discriminado ou tenha serviços negados por causa das crenças religiosas de outra pessoa”.
Serviços como criar um bolo ou arranjar flores para um casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Quando Jack Phillips, proprietário da Masterpiece Cakeshop no Colorado, se recusou a criar um bolo para um casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2012; e quando Barronelle Stutzman, proprietária da Arlene’s Flowers em Washington, se recusou a fazer um arranjo de flores para um casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013; seus casos chegaram até a Suprema Corte dos Estados Unidos. Ao contrário do rótulo de “discriminação” atribuído pela ACLU, tanto Jack quanto Barronelle explicaram educadamente suas convicções aos clientes, ao mesmo tempo em que se ofereceram para vender qualquer produto pré-fabricado em suas lojas.
Infelizmente, nem toda batalha judicial é uma vitória para os americanos que se recusam a violar sua consciência. O caso de Jack foi vencido em 2018, mas o de Barronelle foi resolvido em acordo extrajudicial por US$ 5.000 em 2021.
No entanto, litígios recentes mostram que os anjos ainda estão contendo os ventos da perseguição. Em junho de 2023, a Suprema Corte dos EUA, no caso 303 Creative v. Elenis, decidiu por 6 votos a 3 a favor de Lorie Smith, uma designer gráfica do Colorado que cria sites de casamento. Depois de ver como seu estado havia perseguido Jack Phillips, ela entrou com uma “ação de impugnação pré-execução” em 2016 para proteger sua própria liberdade religiosa.
A América de Amanhã
Há duas bestas em Apocalipse 13. A primeira tem uma coroa em cada um de seus dez chifres (v. 1). A segunda, um cordeiro, não tem coroa em nenhum de seus dois chifres (v. 11). Se os dez chifres coroados representam as monarquias da Europa, então os dois sem coroa representam“uma igreja sem bispo… e um Estado sem rei”.
Elas representam as liberdades religiosas e civis de que os americanos desfrutam atualmente. Lamentavelmente, como diz a profecia, os Estados Unidos falarão como um dragão (v. 11), repudiando os princípios da Primeira Emenda (vv. 15‒17).
Só podemos imaginar como as atuais guerras culturais na América levarão à perseguição final descrita em Apocalipse 13:11–17. Mas uma coisa é certa: a questão que dividirá o mundo inteiro em dois grupos distintos — aqueles que seguem a besta e aqueles que seguem o Cordeiro — não será por causa de um bolo de casamento. Será sobre qual dia pertence ao Senhor (Mateus 12:8) e qual dia pertence a “um homem” (Apocalipse 13:18).
E aqueles que guardam todos os mandamentos de Deus (14:12) provavelmente serão acusados de intolerância e discriminação.
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