Maui em Chamas: Um Apocalipse no Paraíso
Que pensamentos lhe vieram à mente quando viu as imagens chocantes de Maui em chamas? E ao assistir aos vídeos de pessoas se jogando nas águas perigosas e turbulentas do oceano para fugir das chamas mortais que se espalhavam pela ilha?
E o que você achou das cenas do pós-desastre? As casas destruídas pelo fogo, os carros carbonizados abandonados no meio da rua — tudo parecia saído de um filme de desastre de Hollywood. A princípio, você pode ter pensado, por engano, que fosse o resultado de mais um bombardeio na Ucrânia. Outros podem até ter pensado no Apocalipse da Bíblia.
Até o momento em que este artigo foi escrito, 114 mortes foram confirmadas, tornando este o incêndio florestal mais mortal da América em um século. Mais de mil pessoas continuam desaparecidas. A magnitude desta crise é sem precedentes — mas como isso aconteceu e o que isso deve nos ensinar sobre o mundo em que vivemos?
Condições voláteis provocam uma tempestade de fogo
Os incêndios florestais têm aparecido muito nas notícias ultimamente, com aqueles enormes incêndios nas florestas canadenses ainda em chamas e, mais recentemente, os incêndios no estado de Washington causando ainda mais destruição e perda de vidas.
No entanto, a maioria das pessoas não pensa em incêndios florestais quando pensa no Havaí. Em vez disso, pensam em selvas tropicais exuberantes, umidade e chuva. Na verdade, a Ilha Grande recebe algumas das chuvas mais intensas dos Estados Unidos; uma cidade em Kauai “ganha o prêmio de ser o segundo local mais chuvoso da Terra, recebendo mais de 460 polegadas de chuva por ano”.
Assim, muitos ficaram compreensivelmente surpresos ao saber desses incêndios florestais, incluindo os próprios responsáveis pelas emergências das ilhas. De acordo com a CNN, “Quando as autoridades do Havaí divulgaram um relatório no ano passado classificando os desastres naturais mais prováveis de ameaçar os residentes do estado, tsunamis, terremotos e riscos vulcânicos apareceram com destaque. Perto da parte inferior de um gráfico codificado por cores, a agência estadual de gestão de emergências descreveu o risco dos incêndios florestais para a vida humana com uma única palavra: ‘baixo’”.
Então, o que aconteceu? Um fator parece ser o mais importante: o vento. Muito vento.
Gerados pelo furacão Dora, que se formou sobre o México e percorreu milhares de quilômetros pelo Pacífico, embora nunca tenha chegado a menos de 800 km das ilhas havaianas, os ventos sopraram em rajadas de mais de 130 km/h em Maui. A combinação desses ventos com altas temperaturas, um verão seco e enormes quantidades de gramíneas não nativas e altamente combustíveis criou uma situação extremamente volátil.
De acordo com um relatório, “vídeos e dados analisados pelo The Washington Post mostraram que as linhas de energia provavelmente causaram o primeiro incêndio relatado em Maui, em 7 de agosto, reforçando as evidências de que equipamentos de serviços públicos podem ter provocado incêndios durante os ventos fortes.” Os ventos fortes não apenas ajudaram a provocar o incêndio, mas também contribuíram para sua rápida propagação.
A Avaliação dos Danos
Além da trágica perda de vidas, os danos estruturais também são sem precedentes. As estimativas iniciais dos danos materiais giram em torno de US$ 5 bilhões.
Lahaina, um ponto turístico popular com restaurantes, cafés e lojas de arte, foi totalmente devastada. Com mais de mil anos de história, Lahaina serviu como capital do Reino do Havaí de 1820 a 1845.“A Front Street de Lahaina foi classificada como uma das ‘Dez Melhores Ruas’ pela American Planning Association. Tanto visitantes quanto moradores locais desfrutavam de passeios tranquilos e relaxantes, bem como de momentos de descanso e eventos sob a enorme árvore Banyan localizada na praça da cidade.”
Plantada em 1873 em homenagem à primeira missão protestante da cidade, a figueira-de-bengala tem mais de 18 metros de altura e, com seu tronco e galhos estendidos, ocupa um quarteirão inteiro. Havia o temor de que o incêndio tivesse destruído a amada árvore, assim como destruiu quase tudo ao seu redor, mas ela ainda está de pé. Alguns dizem que é um milagre. No entanto, ainda é cedo para dizer se ela sobreviverá por muito tempo em seu novo ambiente.
O panorama geral
Com tanta riqueza, indústria e poder, como isso pôde acontecer nos Estados Unidos?
A Bíblia é clara — nenhuma dessas coisas pode nos proteger totalmente dos ventos da contenda em um mundo caído, um planeta imerso em uma batalha cósmica entre o bem e o mal. Apocalipse 12:12 nos adverte que tais desastres são frequentemente o resultado direto do inimigo de Jesus Cristo: “Ai dos habitantes da terra e do mar! Pois o diabo desceu para junto de vós, com grande ira, sabendo que tem pouco tempo.”
… novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.
Quantas pessoas em Maui acordaram naquela manhã e esperavam, na manhã seguinte, ficar sem teto? Ou lamentar os mortos? Quem entre nós não aprendeu que a vida aqui na Terra é vivida à beira de um precipício — e você nunca sabe quando vai cair no abismo?
Mas temos boas notícias: Jesus. Por causa do que Ele fez na primeira vinda, podemos ter esperança de que, independentemente do que nos aconteça aqui e agora, Ele um dia voltará para dar ao Seu povo “novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Observe: onde “habita a justiça” — não onde habitam incêndios florestais, guerras, doenças e morte.
Também nos foi prometido que “Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles; não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro. Não haverá mais dor, pois as coisas anteriores já passaram” (Apocalipse 21:4). Sim — podemos viver com esperança! Para saber mais sobre essa esperança e como ela pode ser sua, assista à apresentação do pastor Doug Batchelor,“Esperança Indestrutível”.
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