“Não sou voluntário! Sou um cliente habitual!”
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Na sala de estar de sua casa, em 1878, William Booth ditava o texto de um relatório anual sobre seu trabalho evangelístico no leste de Londres. Seu filho mais velho, Bramwell, estava ao seu lado, enquanto um assessor, George Scott Railton, anotava as palavras de Booth.
“A missão cristã”, começou William Booth, “é um exército de voluntários…”
Bramwell interrompeu. Veja bem, na Grã-Bretanha da era vitoriana, voluntários militares não eram vistos com bons olhos. “Voluntário? Não sou voluntário; sou um soldado regular!”, foi a réplica de Bramwell. O pai Booth disse a Railton para riscar “voluntário” e substituí-lo pela palavra “salvação” — razão pela qual a organização ficou conhecida durante a maior parte dos últimos 150 anos como Exército da Salvação, tendo William Booth como seu primeiro General.
Hoje, o movimento de Booth opera em 128 nações, e seus uniformes de estilo militar, bandas marciais e títulos podem torná-lo a representação mais visível da igreja cristã como um exército.
Mas a noção da igreja como exército de Deus é, de fato, antiga. Os seguidores de Deus há muito estão engajados em uma batalha contra Satanás e seus anjos caídos, e embora a luta tenha sido longa — e continue até hoje —, sabemos qual será o resultado final: Deus e Seu povo triunfarão!
Entre agora e aquele dia de vitória, no entanto, a luta é real. Como Paulo escreveu aos crentes em Corinto: “As armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para derrubar fortalezas, derrubar argumentos e tudo o que se exalta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:4, 5).
Assim como Bramwell exortou há tantas décadas, comprometamo-nos a ser soldados “regulares” na batalha contra o pecado e pelos corações e mentes daqueles que estão nas garras do inimigo!
Aplique isso:
Ao seguir com sua rotina diária, lembre-se de que você está em território inimigo. Satanás quer distrair os crentes de alcançar seu objetivo celestial e de levar outros a Jesus. Pela graça de Deus, trave o bom combate da fé.
Aprofunde-se:
Atos 20:29, 30; 1 Timóteo 4:1; Apocalipse 12:12, 17