O Papa e a Profecia
Por Pastor Doug Batchelor
Em um planeta com 7 bilhões de habitantes, uma mudança no líder religioso de 1,2 bilhão deles representa um evento significativo. O novo papa, Jorge Bergoglio, um cardeal argentino, nomeado Papa Francisco, é o primeiro jesuíta declarado a ser eleito para o mais alto cargo da Igreja Católica Romana. (A ordem jesuíta foi fundada em 1540, com o objetivo principal de combater a influência da Reforma Protestante, que se espalhava.) Ele também representa o primeiro papa do Hemisfério Ocidental, o que reconhece uma grande mudança na influência global do papado.
Isso é surpreendente quando se considera que o país com a menor população é o Vaticano. É isso mesmo — em 1929, nos termos do Tratado de Latrão, a Cidade do Vaticano, ou Santa Sé, foi estabelecida como um estado independente de 109 acres dentro de Roma. Menos de 1.000 pessoas vivem neste pequeno país governado pelo papa, que detém poderes executivos, legislativos e judiciais absolutos. Apesar de seu tamanho diminuto, o Vaticano exerce profundo poder internacional, já que embaixadores da maioria das principais nações acorrem às suas portas.
Apesar do minúsculo território do Vaticano, a profecia bíblica nos diz que esse estado político-religioso desempenhará um papel importante na profecia final. Sim — Lutero, Spurgeon, Wesley, Calvino, Knox, Moody e praticamente todos os outros grandes reformadores protestantes identificaram a Igreja Católica como a besta de Apocalipse 13 e o papado como o anticristo. Mas hoje, a maioria dos protestantes e evangélicos sofre de amnésia histórica quando se trata do que separa protestantes e católicos.
Não me interpretem mal — o Papa Francisco pode ser uma pessoa absolutamente maravilhosa, e espero encontrar milhões de ex-católicos e católicos atuais no reino celestial. Mas, francamente, fico surpreso ao ouvir tantos líderes protestantes bajulando o novo papa.
Lembre-se, não estamos falando aqui do temperamento pessoal das pessoas — mas sim de sua visão de mundo em relação ao papel das Escrituras.
Por exemplo, a Bíblia ensina que não devemos nos curvar diante de estátuas (Êxodo 20:4, 5). A Igreja Católica Romana diz que devemos nos curvar diante de estátuas, não por tradição antiga, mas por tradição medieval.
A Bíblia ensina que todos pecaram, exceto Jesus (Romanos 3:10-12, Hebreus 4:15). A Igreja Católica Romana ensina que Maria era sem pecado.
A Bíblia diz que Jesus é o único mediador entre o homem e Deus (1 Timóteo 2:5). A Igreja Católica Romana diz que Maria é co-mediadora com Cristo.
A Bíblia ensina que Cristo ofereceu Seu sacrifício na cruz de uma vez por todas (Hebreus 7:27,28; 10:10). A Igreja Católica Romana ensina que o padre sacrifica Cristo no altar em cada missa.
A Bíblia ensina que todos os cristãos são santos e sacerdotes (Efésios 1:1 e 1 Pedro 2:9). A Igreja Católica Romana diz que santos e sacerdotes são castas especiais dentro da comunidade cristã.
A Bíblia ensina que todos os cristãos devem saber que têm a vida eterna (1 João 5:13). A Igreja Católica Romana ensina que todos os cristãos não podem e não devem saber que têm a vida eterna.
A Bíblia ensina que não devemos chamar nenhum líder religioso de “pai” (Mateus 23:9). A Igreja Católica Romana ensina que podemos chamar os padres e o papa de “pai”.
A Bíblia ensina a não orar com repetições vãs (Mateus 6:7). A Igreja Católica Romana diz para rezar o Pai Nosso ou a Ave Maria com repetições vãs.
A Bíblia ensina a confessar seus pecados a Deus, pois somente Deus pode perdoar pecados (Isaías 43:25, Lucas 5:24). A Igreja Católica Romana diz que você deve confessar seus pecados ao padre para obter perdão.
Além disso, os ensinamentos sobre o purgatório, o limbo e as orações pelos mortos não se encontram em nenhuma parte das Escrituras, mas são claramente relíquias do paganismo.
As palavras de Jesus aos fariseus se aplicam hoje; não devemos anular a Palavra de Deus com tradições criadas pelo homem (Mateus 15:6).
Eis um fato surpreendente — aposto que você não sabia que a primeira pessoa a identificar o papado como anticristo foi um papa! Sim, o Papa Gregório, o Grande (540–604), que foi o último dos quatro Doutores da Igreja originais (ver) e que ficou conhecido como São Gregório, no final do período da Igreja primitiva, disse que tal ensinamento da Igreja provinha do espírito do anticristo. Ele escreveu: “Afirmo com convicção que quem quer que se intitule bispo universal ou deseje ser assim chamado é, em seu orgulho, um precursor do anticristo.”
Vivemos tempos fascinantes no mundo! Para mais informações, assista ao meu vídeo “When the World Wonders” clicando aqui.
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