Testemunhas esquecidas
por Doug Batchelor e Steven Winn
Eles estavam observando. Observaram-no virar-se na cama enquanto o sol da manhã despontava no horizonte e iluminava seu quarto. Observaram-no sair da cama e preparar-se para o dia. Observaram-no conduzir a família na adoração, tomar seu café da manhã simples e dar instruções ao seu mordomo-chefe. Observaram-no vestir seu manto e caminhar até o pasto onde suas 7.000 ovelhas pastavam. Ouviram-no elogiar seus pastores pelo excelente trabalho e ouviram-no falar-lhes sobre o novo campo que acabara de comprar. Viram-no dirigir-se aos estábulos onde ficavam seus 3.000 camelos. Observaram-no pagar bônus aos tratadores de camelos por seus meses de serviço fiel. Observaram-no concluir suas atividades diárias e sentar-se para a refeição da noite. Eles observaram enquanto ele se ajoelhava diante do altar da família para orar por seus filhos.
Jó — Um Servo Fiel
Sempre que Jó proferia uma palavra de bondade, eles radiavam com sorrisos celestiais. Cada oração sincera que ele fazia por seus filhos trazia um brilho terno aos seus rostos celestiais. “Louvado seja Deus”, sussurrava um deles, inclinando-se para a frente enquanto observava Jó recusar as investidas sedutoras de uma mercadora.
Os anjos celestiais não eram os únicos seres que observavam Jó dia após dia. As mesmas palavras gentis que traziam sorrisos aos lábios dos seres celestiais repugnavam os anjos de Satanás. A cada ato de fé, a cada ação de obediência prestada a Deus, aqueles rostos sinistros ficavam mais sombrios, as sobrancelhas mais franzidas e os punhos mais cerrados.
Por que Jó estava sendo observado tão de perto? Ele não sabia, mas sua vida era o tema atual de um antigo debate. Esse debate não ocorria em uma sala de aula de universidade, nem nos confins augustos de um auditório do governo nacional. Muito acima da atmosfera terrestre, além de um bilhão de estrelas e mil galáxias, um debate acontecia em uma sala de conferências celestial, um debate entre o Criador Supremo e o Arqui-Destruidor.
Um seleto grupo de representantes reuniu-se na sala de conferências celestial do Todo-Poderoso naquele dia — não eram embaixadores terrestres, nem políticos humanos, mas filhos de Deus. A Bíblia nos revela o propósito da reunião em Jó 1:6: “Certa vez, os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor… e Satanás também veio entre eles” (Jó 1:6, NKJV).
Quem é quem?
Sabemos quem é Deus — o Criador do universo e de tudo o que nele há; e sabemos quem é Satanás — o adversário e o acusador dos irmãos (Apocalipse 12:10), mas quem exatamente são esses “filhos de Deus” que lotaram a sala de conferências celestial naquele dia? A Bíblia identifica três grupos como sendo filhos de Deus.
Primeiro, lemos em 1 João 3:1: “Vejam que amor o Pai nos concedeu, para que sejamos chamados filhos de Deus.” Você e eu somos adotados na família de Deus por meio de Jesus e da salvação; portanto, somos filhos de Deus.
Em segundo lugar, Jó 38:7 descreve os filhos de Deus gritando de alegria quando Deus lançou os fundamentos da Terra. Como os seres humanos ainda não haviam sido criados quando Deus começou a criar a Terra, é lógico concluir que os anjos de Deus são o segundo grupo dos filhos de Deus.
Em terceiro lugar, podemos supor que o grupo final deve ser composto por líderes de outros mundos, que, como Adão, foram criados para ter domínio sobre seus respectivos planetas. Por exemplo, Sete é chamado de filho de Adão, mas Adão é chamado de filho de Deus (Lucas 3:38). Já examinamos Jó 1:6, que nos diz que, em certo dia, os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor. Esse grupo deve ter incluído outros seres além dos anjos de Deus, pois, de acordo com Isaías 6:1-2, os anjos estão sempre diante do trono de Deus, dia após dia!
O Desafio
Essa reunião celestial já estava em pleno andamento quando uma criatura sombria e poderosa, com olhos semicerrados e um sorriso torto, apareceu sem ser convidada. Os embaixadores em silêncio não tiveram que esperar muito para descobrir. “De onde você vem?” Era a voz clara e retumbante do próprio Deus. Todos os olhos se fixaram no intruso quando a resposta veio do fundo da sala. “Eu sou Satanás, e vim de percorrer a terra de um lado a outro e de andar por ela de um lado para o outro” (ver Jó 1:7). Desde que Adão e Eva abdicaram do domínio de nosso mundo em favor do diabo por meio da desobediência, Satanás reivindicou a Terra como sua. Deus respondeu: “Ah, se você é da Terra, deve conhecer meu amigo Jó. Já pensou nele, que não há ninguém como ele na Terra, um homem íntegro e reto que teme a Deus e se afasta do mal?”
Enquanto Deus falava de Jó, Seu rosto resplandecia de satisfação. Deus estava contestando a reivindicação do diabo sobre o planeta Terra porque alguns dos habitantes da Terra ainda eram leais a Jeová. Satanás não ficou impressionado. “Sim, conheço essa criatura”, rosnou ele, “mas a única razão pela qual ele Te serve é porque colocaste uma cerca ao redor dele e de sua família. Deste-lhe tanto e fizeste prosperar tudo o que ele faz. Você o mimou.” Agora, os olhos de Satanás se estreitaram e sua voz baixou para um sorriso desrespeitoso. “Jó te serve porque você o isolou do mal. Retire essa proteção, elimine todas as suas bênçãos, e eu garanto que o seu precioso Jó vai te amaldiçoar!” Sua voz ameaçadora agora quase se transformara em um grito. Mas até mesmo Satanás estava dolorosamente ciente de suas limitações na presença do Todo-Poderoso. Imperturbável diante dessa explosão, Deus respondeu calmamente: “Tudo bem, tudo o que ele possui está em teu poder; apenas não coloques a mão sobre a sua pessoa.” Com uma risada estrondosa e repentina, Satanás deu meia-volta e saiu voando, deixando um vácuo sombrio para trás.
A mesma velha história
Essa troca cósmica foi meramente uma repetição do debate que causou a guerra no céu no início dos tempos, tal como os conhecemos. Satanás, então Lúcifer, acusou Deus de ser injusto. Essas acusações não passaram despercebidas pelos habitantes celestiais. Alguns dos anjos de Deus abraçaram as acusações de Satanás e se aliaram ao querubim rebelde. Provavelmente foi um processo lento, mas, por fim, um terço deles tomou a decisão de ecoar as alegações de Lúcifer de que Deus, Criador e Líder, era injusto, que Sua lei era arbitrária e exigente e limitava sua liberdade. Deve ter partido o coração de Deus ver um terço de Sua hoste celestial se afastar do paraíso — e não apenas sair do céu, mas abandonar a confiança em Seu amor e a fé de que Ele tinha o melhor para eles em mente.
Tentando mais uma vez provar seu argumento por meio de Jó, o diabo disse: “Ninguém consegue obedecer a Ti. Tu não és justo. Tu és arbitrário. Tu és exigente. Tu criaste essas criaturas, elas são quase que universalmente pecadoras, e agora Tu vais puni-las por seu comportamento — e ninguém é realmente capaz de obedecer a Ti de qualquer maneira. Tu estás pedindo o impossível!”
E agora, ali estava Jó, a “Prova A” desavisada nessa grande controvérsia. Satanás queria desesperadamente provar que Jó era obediente apenas porque Deus o protegia, e que sua fé desmoronaria quando a proteção de Deus fosse retirada. Se ele tivesse sucesso, o argumento que ele originalmente apresentou no céu seria fortalecido. Todo o universo que observava ficaria mais inclinado a acreditar que é de fato impossível para os humanos serem fiéis a Deus em todos os momentos, especialmente diante da adversidade. Se Jó, um homem justo e íntegro, não conseguisse manter sua lealdade, então que chance teria o resto do mundo?
Satanás não perdeu tempo em agir com base na permissão relutante que Deus lhe havia dado para testar Jó. Você consegue imaginar o olhar de deleite diabólico em seus olhos malignos enquanto ele planejava o que faria com Jó?
O Teste Definitivo
Enquanto Jó se sentava à mesa da sala de jantar para a refeição do meio-dia, um de seus servos, ofegante e suado por ter corrido tanto vindo dos campos, entrou correndo na casa. “Senhor… sinto… muito incomodá-lo, mas… mas tenho notícias muito… angustiantes.” Ofegante, ele continuou. “Eu estava arando no campo leste com seus outros servos, quando os sabeus nos emboscaram e levaram todos os bois e burros que estavam por perto. Eles mataram todos os servos, e eu mal consegui…” Ele foi interrompido pelo som de outra voz gritando: “Senhor, Senhor!” Um dos pastores de Jó entrou correndo na casa e tropeçou até chegar a Jó com suas próprias notícias trágicas: “Senhor, o senhor não vai acreditar nisso, mas acabei de ver fogo descer do céu e queimar todas as suas ovelhas — assim como os pastores! Só eu consegui…” Esse servo exausto não teve chance de terminar de contar a notícia quando a porta da frente se abriu novamente com um estrondo, sacudindo os quadros na parede da sala. Outro servo, com aparência desgrenhada e petrificada, gritou: “Senhor, os caldeus acabaram de invadir seu rebanho de camelos e mataram seus tratadores com…” Ele nem chegou perto de terminar antes que mais um servo entrasse correndo na casa. “Senhor…” ele fez uma pausa, lançando um rápido olhar para todos os outros servos reunidos ao redor de Jó à mesa. “Senhor, seus filhos e filhas estavam na casa do seu filho mais velho comemorando um aniversário, quando um tornado atingiu a casa e ela desabou.” Ele fez uma pausa e olhou para o chão. “Senhor, todos os seus filhos estão mortos.”
Por alguns instantes, Jó ficou sentado, rígido, olhando fixamente para o prato de comida pela metade, absolutamente atordoado pela perda repentina de seus bens e filhos.
Se Jó já era observado antes, agora estava sendo observado com ainda mais intensidade. Seus servos sobreviventes permaneceram ali, observando para ver como o patriarca reagiria a essa avalanche de calamidades. Em todo o universo não caído, a pergunta estava na boca de todos: “Será que Jó vai ceder à pressão de Satanás, abandonar sua fé e amaldiçoar a Deus? Com a terrível perda de seus bens, filhos e da proteção de Deus, será que ele desistirá de servir a Deus? Ou permanecerá fiel ao seu Criador, apesar das circunstâncias?”
A Bíblia registra a reação serena de Jó. “Então Jó se levantou, rasgou o manto, rapou a cabeça, prostrou-se no chão e adorou, e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei para lá; o Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:20-21). Em tudo isso, Jó não pecou nem acusou Deus de injustiça. Os anjos de Deus aplaudiram essa demonstração inabalável de lealdade. Mais tarde, depois que Satanás recebeu permissão para atacar o corpo de Jó e feri-lo com úlceras dolorosas, Jó permaneceu fiel, confiando em Deus apesar da tremenda adversidade física e material.
Somos Soldados
As coisas não mudaram muito desde o dia em que Lúcifer atacou pela primeira vez o caráter de Deus. Até hoje, ao entrarmos no sétimo milênio, Satanás lança as mesmas acusações contra o governo de Deus. “Deus, Tu és injusto. Tu esperas que Tuas criaturas Te obedeçam quando isso é impossível. Tu não as amas de verdade.” O jogo é o mesmo. O campo de batalha ainda ressoa com o som da guerra. Apenas os jogadores mudaram. Apenas os soldados são diferentes. E nós, amigos, somos os jogadores. Somos soldados, quer queiramos quer não, na batalha entre o bem e o mal, entre os anjos de Deus e os anjos de Satanás. Não há como fugir do serviço militar nem cessar-fogo — nenhum país neutro para onde possamos fugir em busca de asilo. O universo inteiro está nos observando, assim como observou Jó, para ver se nossa fé vacilará sob o fogo. Eles estão observando para ver como reagimos quando as coisas dão errado, quando um sofrimento inexplicável entra em nossas vidas. Satanás ri: “Ele vai desmoronar. Ela vai amaldiçoar-Te, Deus. Não podes contar com ele. Ela vai te decepcionar.”
Com muita frequência, vivemos de momento a momento, indiferentes e alheios às batalhas espirituais que se travam no reino espiritual ao nosso redor. Quando Adão e Eva pecaram, perderam uma dimensão. Antes do pecado, Adão e Eva viviam não apenas nas três dimensões que agora ocupamos, mas também em uma quarta dimensão — o mundo espiritual. Eles costumavam conversar com Deus face a face no jardim do Éden. Podiam ver e conversar com os anjos. Mas o pecado nos cegou para essa dimensão, e hoje não conseguimos ver os anjos lutando intensamente pela nossa atenção e pelo nosso estado espiritual. Os mesmos anjos que observavam Jó tão de perto estão observando você e eu. Eles são as testemunhas silenciosas e esquecidas.
Pessoas com duas faces
Se estivéssemos constantemente cientes de que os anjos de Deus estão nos observando, isso não mudaria nosso comportamento? Você já percebeu que nos comportamos de maneira diferente quando sabemos que as pessoas estão nos observando e ouvindo do que quando achamos que não há ninguém por perto? A maioria de nós tem duas imagens: uma pública e uma privada. Sempre queremos causar uma boa impressão quando sabemos que há muitas pessoas nos observando, mas quando achamos que ninguém está olhando, podemos nos transformar em pessoas completamente diferentes!
Uma das contribuições recentes da tecnologia para a sociedade do século XX é a câmera-batom. Pouco maiores que o seu dedo indicador, essas câmeras foram originalmente fabricadas para o FBI e a CIA. Agora você pode comprá-las em qualquer loja, e qualquer pessoa pode adquirir uma. Elas são usadas para fins de segurança nos provadores de lojas de departamento, gerentes de hotel as utilizam nos quartos, e alguns as usam de maneiras que não deveriam. Como você se comportaria se soubesse que uma câmera disfarçada de batom estivesse focada em você o dia inteiro — enquanto você dirige para o trabalho, faz compras no supermercado e interage com sua família?
Uma pequena igreja no norte da Califórnia possuía um sistema de som muito rudimentar. Os cabos que iam do amplificador aos alto-falantes não eram blindados e, aparentemente, por terem exatamente o comprimento certo, funcionavam como uma antena. Durante o culto, bem no meio da pregação, era possível ouvir motoristas de ambulância, pilotos de avião e policiais se comunicando entre si! Às vezes, era muito mais interessante do que o sermão daquele dia. Mas se aqueles motoristas de ambulância soubessem que sua conversa estava sendo transmitida em uma igreja, pode apostar que teriam sido muito mais cuidadosos com o que diziam! “Existem forças invisíveis observando cada palavra e ação dos seres humanos. Em toda reunião de negócios ou lazer, em toda congregação para adoração, há mais ouvintes do que se pode ver a olho nu” (Lições Objetivas de Cristo, p. 176).
Um renomado artista cristão contou-me esta história. Ele estava hospedado em um hotel em uma grande cidade. Com algum tempo livre, ele entrou em uma locadora de vídeos. Logo se viu vagando pela seção de vídeos adultos. Ele nunca tinha visto um filme adulto e, pensando que ninguém o reconheceria nesta cidade tão longe de casa, decidiu impulsivamente alugar um. Tirando-o da prateleira, ele caminhou até o caixa. Quando estava prestes a pagar pelo vídeo, alguém lhe deu um tapinha no ombro. “Oi! Eu te vi na TV. Você não é o irmão fulano de tal?” Ele rapidamente enfiou o vídeo debaixo do braço e respondeu nervosamente: “Sim, oi, que bom ver você. Lembre-se de nós em suas orações.” Assim que a pessoa se afastou, ele deixou o vídeo proibido no balcão e saiu correndo da loja o mais rápido possível. “Fui curado”, ele me disse. “Nunca mais fui tentado a fazer aquilo.” Pode ter sido um anjo que lhe deu um tapinha no ombro. Às vezes, eles fazem coisas muito drásticas para nos impedir de pecar. Eles estão observando! Estão tentando nos salvar e nos encorajar a fazer a coisa certa. “Quando, inconscientemente, corremos o risco de exercer uma influência errada, os anjos estarão ao nosso lado, levando-nos a um caminho melhor, escolhendo nossas palavras por nós e influenciando nossas ações” (Lições Objetivas de Cristo, p. 341, 342).
Deus também precisa de nós
Jesus diz em Apocalipse 3:5 que: “Aquele que vencer, esse será vestido de vestes brancas; e não apagarei o seu nome do livro da vida, mas confessarei o seu nome diante do meu Pai e diante dos seus anjos.” E novamente em Lucas 12:8, 9, Jesus diz: “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus; mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” Jesus deseja, acima de tudo, confessar o seu nome diante de Seus anjos. Ele quer dizer: “Vocês já consideraram a minha serva, Sally, que não há ninguém como ela na terra, uma mulher irrepreensível e íntegra, que teme a Deus e se afasta do mal?” Ele anseia por demonstrar diante de Seus anjos que você é fiel, que você crê e confia Nele, independentemente das circunstâncias.
Você percebe que Deus não apenas quer confessar o seu nome diante dos anjos, mas que Ele precisa de você? Bem, pense nisso: você morreria para salvar algo de que não precisa? Mas, além de precisar do nosso amor, Deus precisa de nós para justificar Seu nome neste mundo confuso. Quando Satanás acusou Deus de ser injusto, Deus não simplesmente o matou para calá-lo. Ele não contratou um assassino para “eliminar” Lúcifer, para que suas mentiras não fossem registradas. Em vez disso, Ele deu ao traidor a oportunidade de ser ouvido. Ele deu ao diabo a chance de provar suas alegações no tribunal do comportamento humano. Deus precisa de você para provar que as alegações de Satanás não são verdadeiras, que é possível servir a Deus fielmente apesar das circunstâncias. Deus quer que exoneremos Seu nome por meio da obediência. Ele precisa de você para provar diante dos anjos que Ele é justo, que é possível guardar Sua lei, por meio de Sua força. Ele precisa de você, e eles ainda estão observando. As testemunhas silenciosas e esquecidas.
Por meio do sacrifício de Jesus, Deus providenciou uma ponte, uma escada entre o céu e a terra. Ele abriu um caminho, ou melhor, uma rodovia interestadual de mil faixas. E se nossos olhos pudessem ser abertos neste momento, veríamos um fluxo, uma multidão, uma enxurrada de anjos indo e vindo entre o céu e a terra, levando nossas súplicas, intercedendo por nossa segurança e registrando relatórios. Esquecemos com muita facilidade que esses anjos que estão sempre ao nosso redor estão observando e registrando. Esquecemos com muita facilidade que há uma guerra em curso, uma grande controvérsia entre o bem e o mal. Esquecemos com muita facilidade que somos soldados nessa guerra, quer queiramos quer não. Esquecemos com muita facilidade que podemos trazer glória a Deus ou envergonhar Seu nome por meio de nosso comportamento.
Ao longo do seu dia, lembre-se de que você não está sozinho. Não apenas Jesus está presente por meio do Seu Espírito, mas anjos que se destacam em força estão lá protegendo, observando e registrando cada palavra e ação. Lembre-se de que cada acontecimento diário, grande ou pequeno, representa uma oportunidade para você glorificar o nome de Deus e para Jesus confessar o seu nome diante de Seu Pai e dos seres que não caíram.
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