O sábado não é só para os judeus?

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Muito antes de haver qualquer judeu nesta terra, Deus criou o sábado. Quando as pessoas leem a história da Criação, é fácil supor que, como o Gênesis foi escrito por Moisés e faz parte do Antigo Testamento, nossos primeiros pais devem ter sido judeus. No entanto, a nação hebraica só viria a existir 2.500 anos depois! O pai da nação judaica foi Abraão. Assim como a instituição do casamento, também estabelecida no Éden, o sábado deveria ser uma bênção para todas as pessoas.

O Decálogo é eterno e não está vinculado a nenhuma raça ou grupo étnico específico. Embora Deus tenha apresentado Seus mandamentos de forma sucinta e muito clara por meio de Moisés, as dez leis não se limitam aos judeus. Elas foram dadas a toda a raça humana. O conceito de um sábado judaico faz tanto sentido quanto dizer que existe uma lei alemã da gravidade ou uma lei chinesa da termodinâmica.

Em Marcos 2:27, lemos como Jesus enfatizou que o sábado foi feito para todos os seres humanos. Não diz: “O sábado foi feito para os judeus”. Seríamos ridicularizados se sugeríssemos que o quinto mandamento, de honrar nossos pais, fosse apenas para as pessoas na Nova Zelândia, ou que o oitavo mandamento, de não roubar, se aplicasse apenas aos russos!

Alguns sugerem que o princípio do sábado é guardar um dia por semana como dia de descanso. Eles acreditam que qualquer dia serve e que não estamos vinculados ao “sétimo” dia, que supostamente tem origem judaica. Mas essa linha de pensamento também fica aquém, já que o relato da criação é repetidamente específico: “No sétimo dia Deus terminou a obra que havia feito, e descansou no sétimo dia de toda a obra que havia feito. Então Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele Ele descansou de toda a obra que Deus havia criado e feito” (Gênesis 2:2, 3, ênfase minha). O quarto mandamento se relaciona diretamente com a criação (Êxodo 20:11).